MATEUZYNHO
Baixista/Conversa Fora
26.03.2008 - Entrevista realizada por Paulo Vinícius
Mateuzynho toca na Conversa Fora. A banda faz um pagode de primeira linha. É impossível descrever apenas com palavras. O baixista conversa um pouco com o Clickduplo sobre a música em geral, festas na cidade, e muito mais. Confira.
Como você ingressou no mundo musical?
Meu começo foi aos 16 anos, em uma Igreja Gospel, onde rolava um Rock and Roll de primeira. Pode parecer estranho, mas rolava. Vi um amigo tocando Baixo, e o cara era muito bom em suas linhas e melodias, coisa que para mim, naquela idade, era inovador dentro de um instrumento. Foi paixão á primeira vista. Fiquei fascinado e me apaixonei. Como já tocava um pouquinho de violão na época, foi mais fácil dominar a fera.
Como é trabalhar com o pessoal da Banda Conversa Fora?
É tranqüilo. A banda sempre trabalha para levar um bom show ao seu público e fãs. Ensaiamos durante a semana para sempre estar inovando, e assim apresentar um novo show aos que ainda não conhecem nossa banda. O pagode é um ritmo que, atualmente, está sendo bem difundido no país.
Destaque um ponto forte na banda.
Acho que força de vontade seria a palavra mais certa, pois moramos em uma cidade que, apesar de rotulada como Cidade Cultura, não dá muitas oportunidades aos novos talentos. Santa Maria com certeza é um grande berço. E por que não dizer um grande celeiro de músicos bons e profissionais, que almejam estudar e viver da sua própria música.
O que dizer do público de Santa Maria?
O público da nossa cidade, por um lado, é muito bom, pois são jovens que vêm estudar em nossa cidade e acabam descobrindo o que ela tem de melhor. Por outro lado, acho que as pessoas que moram aqui deveriam valorizar mais seus talentos e abrir seus horizontes, tanto para a música quanto para o mercado de trabalho. Em geral, gosto da cidade, pois ela sempre nos gerou muitos frutos.
Se inspira num baixista em especial?
No meu ramo (samba e pagode), há um cara que não tem como não falar nele: Wilson Prateado. É um dos baixistas mais visados, se não o mais, entre aqueles que gostam de pagode no país. Mas posso citar vários outros, como Bóris (Sorriso Maroto), Peu Cavalcanti (Samprazer), Gigi (Ivete Sangalo) e também o Mini (Nookie), meu professor e baixista aqui de Santa Maria. Sempre procuro pegar um pouquinho de bom em cada um e montar o meu estilo, para assim criar minha própria personalidade. Gosto de treinar minha interpretação. Há muita gente que toca bem, mas não tem pegada, e acabam não passando nada ao seu público.
Quais casas noturnas você destaca em Santa Maria?
Gosto bastante da Ballare, que une o público universitário aqui da cidade. O Coyote é um lugar onde tem espaço para o pessoal que gosta de Rock. O Capitão Gancho faz umas boas pagodeiras nos domingos. E o Absinto Hall, que é uma das casas do interior do estado maior renome no RS.
Já tocou em alguma outra banda, que não fosse de pagode?
Sim. Bem no início, quando comecei a tocar, eu curtia um Rock and Roll. Ainda curto e escuto, pois tem coisas muito boas no Rock nacional e internacional. Foi ali que conheci meus amigos da banda Cidade Baixa, na qual fiquei um tempo tocando violão e trabalhando como hold da banda.
E o Grêmio?
Acho que a equipe do Grêmio tem um futuro promissor pela frente em seus campeonatos, jogando com um plantel jovem e cheio de vontade.
O que achou do Clickduplo?
Sempre achei o site bem legal, dinâmico e inovador. Sempre trouxe novidades para a galera, valorizando as festas e as pessoas que saem para se divertir na balada de Santa Maria. Deixo o meu grande abraço à equipe do Clickduplo. Muito obrigado pela oportunidade de falar e expressar um pouco do que gosto e amo fazer, que é tocar.
Aprovou nossa página de vídeos?
Achei bacana, tem uns vídeos bem legais. Sempre é bom ter imagens registradas em momentos legais que passamos, tanto no palco como com a galera. Parabéns. Estaremos aguardando nossa filmagem, com certeza.
Uma mensagem.
Deixo um grande abraço a todos aqueles que curtem música em geral, sem discriminação de raça ou cor. Meu critério de avaliação para fazer um bom trabalho é apenas a paixão pelo seu instrumento. Quando você tem um foco correto, a notoriedade é conseqüência. A música é uma atividade humana significativa, celebrada em todas as culturas. É uma maneira de compreender o mundo e nossa experiência nele. Vejo a música como um complemento educacional que trabalha a atenção, memória, percepção, criatividade e auto-estima das pessoas. Valeu, até uma próxima. Grande abraço.
Site: www.conversafora.com.br