CLICK ENTREVISTA

DAYAN
Vocalista/Offset

04.04.2006 - Entrevista realizada por Paulo Vinícius

      A Banda Offset é um dos maiores sucessos no Rio Grande do Sul. Comandada pelo vocalista Dayan, que conversa um pouco com o Clickduplo, o grupo tem uma longa tragetória nos palcos e cada vez mais vem conquistando seu espaço na música.

Dayan, qual a origem do nome Offset?
Por incrível que pareça, nenhuma. Eu ainda não estava na banda quando ela foi criada, mas sei que não conseguiam achar um bom nome. Então decidiram abrir o jornal e colocar o dedo numa página, a palavra que estivesse ali seria o nome. Alguém abriu e sem querer colocou o dedo em cima de um anúncio, a Gráfica Off-Set, que é um tipo de impressão. Loucamente todos concordaram e aí está.

Depois disso, aprendi que Off Set significa "fora-de-série", no sentido literal. Off Set se chama, por exemplo, um equipamento que é fabricado sob encomenda para alguém e que, por algo específico, sai fora do set de montagem para receber seu item especial, e assim fica Off Set. Esse Off Set é separado. O nosso é junto: Offset.

E vocês todos vivem da música?
Todos vivem dela sim, mesmo que não só dela, mas dela "também".

O Emerson, baterista, tem uma oficina de conserto de relógios. O Marcus, guitarrista, é psicólogo, médium espírita, dá aulas de guitarra e também dá aulas de informática para idosos e deficientes mentais. Legal, né?. O Kabeça, baixista, é estudante de jornalismo e tem outra banda, porém de música própria, chama-se Abril (www.cinzasdeabril.com.br). Eu sou publicitário formado e trabalho ainda em publicidade como free-lancer. Fora isso, já tive uma revista especializada em política, chama-se Voto. Minha ex-sócia ainda segue com a revista na ativa, mas é só para poíticos e empresários. Nada a ver, né?

Você esteve presente nas semi-finais do Fama 4. Qual foi sua primeira reação ao saber da notícia?
Eu passei duas sinaleiras e, ao chegar em casa, fiz uma torrada de queijo, na qual botei as cascas de queijo no pão e o queijo no lixo (risos). Mas eu fiquei muito surpreso mesmo, pois jamais fiz uma aula só de canto até então, e só de ter chegado nas semi-finais, com tanta gente maravilhosa, foi ótimo.

E o que o motivou a cantar?
Eu era tecladista. Comecei a tocar quando fui na casa de um amigo que tinha teclado e achei legal. Mas eu fui cantando uma, duas, três músicas do show, até que um dia houve uma discussão e o antigo vocalista decidiu sair. Pois bem, isso foi numa quarta-feira. No sábado, eu já fiz um show inteiro de duas horas aqui no Manara, em Porto Alegre. Depois disso, vendi meu teclado e nunca mais apertei nenhuma tecla (risos).

Só em 2005 eu resolvi ser cantor, só cantor. Depois de quase ter entrado no Fama, descobri que forças maiores sempre me colocaram à disposição da música, e que eu nunca dei valor pra isso. Assim, transformei o Dayan publicitário em hobby, e minha profissão agora é ser o Dayan músico. E estou mais feliz do que nunca.

Que música você considera a mais especial?
"Pais E Filhos", da Legião Urbana. Faço questão de sempre cantar ela no fim do show e deixar a galera cantando. Digo sempre que não é uma música, e sim um hino. Eu aproveito pra dar a idéia de a galera "se querer", e não ficarem com brigas e bobagens, que a paz e o amor são mais divertidos do que se pegar na "porrada". Tento usar essa música pra terminar o show com uma mensagem de paz.

Qual foi o show mais marcante na carreira de vocês?
Só posso responder isso por mim. Casualmente foi o show do Dado Bier na quinta-feira, dia 23 de março agora. É que minha família toda foi me assistir, e foi ótimo. Minha mãe enfrentou várias doenças recentemente, mas aproveitou para comemorar o aniversário dela lá na Dado Bier. Ela foi lá, mesmo de cadeira de rodas, junto com meu pai, meus tios e muitos amigos. Foi lindo. Eu vi meu pai lá dançando, orgulhoso. Parecia um boneco de frevo no meio da multidão. Foi lindo. Foi ótimo trazer os dois para dentro do meu mundo, para que eles saibam e sintam o que eu faço pra viver, o que eu amo e, em suma, quem eu sou na verdade. Eles sempre me apoiaram, e foi ótimo ver que estavam gostando do resultado.

A primeira lembrança musical na sua vida.
Lembro de viajar com meus pais pra nossa casa de Floripa ouvindo música sertaneja e uns love songs no carro. Mas o que me tocou mesmo foi Jean Michel Jarre. O cara que tocava teclado interrompendo feixes de laser. Uma viagem. Aquilo me fez pensar em ser músico pela primeira vez.

Onde foi a primeira apresentação da Offset?
Não sei. Eu entrei na banda com ela já formada. Mas a minha primeira apresentação com eles foi no Barbazul, aqui em Porto Alegre, onde ficamos tocando por quase dois anos. E isso já faz quase sete anos.

Uma mensagem final.
Nunca acredite em quem lhe diz que algo é impossível, ou que "é assim que se faz". Nada é impossível, e sempre há um jeito diferente de se fazer algo. Seja autêntico, invente seu caminho e siga seu coração.

Agradecemos sua participação. E continuidade no sucesso da Banda Offset.
Eu é que agradeço pela atenção e pelo carinho de vocês com toda a Banda Offset. Quando precisarem, estamos à disposição. Aquele abraço.

Site: www.bandaoffset.com.br