BAND
Pandeirista/Na Moral
22.02.2007 - Entrevista realizada por Paulo Vinícius
Band dá uma pausa no pandeiro e conta um pouco da história da Banda Na Moral. Fala também sobre sucesso, o site Clickduplo e, claro, muita música. Fique atento às dicas do Band, se sua idéia é seguir carreira musical.
Band, agradecemos pela presença aqui no Clickduplo.
Fala galera do Clickduplo. Eu é que agradeço o espaço e a simpatia que o site e todo o pessoal de Santa Maria demonstra com todo o Na Moral. Não é à toa que a banda segue freqüentemente tocando na cidade.
Qual o segredo para uma banda levar seu trabalho adiante?
Olha, não existe fórmula pronta. O Na Moral surgiu de uma mistura espontânea e muito positiva de cinco jovens que sempre gostaram de pagode. Ou seja, surgimos pelo acaso, mas não dependemos do acaso pra continuar o nosso trabalho.
A partir do momento em que a situação da banda se tornou mais profissional, algumas atitudes começaram a acontecer. Um produtor (Eduardo Ataliba) gostou do trabalho da banda e nos ajudou muito nesse processo. Ensaios, reuniões, comprometimento, musicalidade, atenção com os fãs, etc. Diversos fatores começaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. A banda adotou uma postura mais organizada, mas sem perder a essência da brincadeira.
Eu acredito que essa é a grande verdade de uma banda, um time de futebol ou qualquer outro tipo de instituição: deve existir organização em qualquer tipo de empresa, mas a diversão (ou o que lhe faz feliz) tem que estar sempre presente também.
Como é o ambiente Na Moral?
No início não nos conhecíamos tão bem. Não sabíamos os limites de cada um, tudo era novo. Em seguida nos tornamos grudes. Isso mesmo. Tocávamos muitas vezes durante a semana e quando não tínhamos show, inventávamos alguma coisa pra fazermos juntos. Depois disso, veio o verão. Alugamos casa juntos. Bom, aí já viu o que essa banda não deve ter aprontado.
Qual é a melhor forma de lidar com os problemas?
Quando existe algum problema, a gente procura conversar abertamente, entre todos nós. Muitas vezes até parece terapia de grupo, mas essas conversas parecem ser o meio que a gente achou pra se aturar.
Quais suas influências para a música?
Minha família sempre teve uma ligação muito forte com a música. Meu avô tocava violino, algumas tias minhas tocam e cantam muito bem (inclusive profissionalmente), mas meu irmão foi meu maior espelho pra música. Ele toca no SE ATIVA, e foi vendo os shows dele que a vontade de ter uma banda cresceu junto comigo.
Gosto muito de pagode. Grupo Raça, Exaltasamba, Soweto, Fundo de Quintal, SPC, Se Ativa (claro), Turma do Pagode, Inimigos da HP, Jeito Moleque, Jorge Aragão, ... Quero citar também bandas de pagode aqui do sul que fazem bonito, como Zueira, Samba Tri, Pura Cadência, ... Mas sou muito eclético e escuto de tudo um pouco. Não gosto de ficar limitado musicalmente.
Você está atento aos comentários dos fãs na comunidade da banda, na rede Orkut?
Como citei anteriormente, a atenção aos fãs e amigos da banda faz parte da base que o Na Moral solidificou. É extremamente importante a nossa atenção nesse sentido. Precisamos estar sempre atentos às sugestões, críticas construtivas, elogios. É em cima disso que o artista evolui.
Acredita que é possível viver bem, no Brasil, dependendo apenas da música?
A música nunca foi sinônimo de estabilidade financeira. No mercado musical existem diversos fatores que geram dificuldades a serem analisados, mas acredito que o principal seja a sazonalidade de shows. A incerteza de quantos shows o músico vai realizar ou quanto vai receber ao final do mês é o que tira o sono de muita gente.
Acredito que podemos fazer uma relação entre a música e o futebol. Nos dois mercados circulam muito dinheiro, porém o dinheiro não é dividido por igual. Existe quem se destaca por diversos fatores e é muito bem remunerado. Mas na maioria dos casos essa não é a realidade.
Hoje o Na Moral é uma empresa que se destaca no mercado do Rio Grande do Sul no gênero de pagode, mas a gente quer mais. E é acreditando nesse sonho que seguimos trabalhando.
O que acha das festas no Absinto Hall, em Santa Maria/RS?
O Absinto Hall é um lugar fantástico. Uma casa noturna como poucas vistas no estado. Tem muita segurança por ser dentro de um shopping, é uma certeza de festa boa, com gente bonita e animada. O palco é bom, o som é bom, todos nos tratam super bem. Só tenho elogios pra fazer sobre as festas daí.
O que achou do Clickduplo?
O site é muito bom. Além de ficar por dentro das festas da região e da programação da TV, eu fiquei craque no futebol de botão (risos). Parabéns pra vocês que conseguiram criar um portal de entretenimento.
Sua dica para os que estão começando numa banda, seja ela de pagode ou não.
Tem uma frase que um amigo meu me ensinou que acredito resumir bem o que eu quero dizer: "Lutar sempre, vencer às vezes, desistir jamais."
Band, valeu pela simpatia e atenção. Uma mensagem final aos leitores.
Vamos valorizar o que é nosso. Se beber, não dirija (isso é sério). Fumar faz mal. Faça dos seus sonhos realidade.
Valeu galera do Clickduplo pela oportunidade e atenção. Valeu Santa Maria por todo o carinho que sempre demonstraram pelas bandas gaúchas. Até o próximo Absinto.
Site: www.bandanamoral.com.br